domingo, 23 de janeiro de 2011

Introspecção

A tarde que me envolve é fria, o céu está
branco

e há chuva fina.

O dia inteiro foi apático, sei que é dia,
mas não vi o Sol , só tenho o calor do
agasalho.

Há pássaros no céu voando, me fazendo
lembrar vida - Sinto o Criador.

Não sei que dia é hoje, sei somente que estou aqui,
sinto um vento gelado em meu rosto.

- Vejam só, eu estou aqui.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Catástrofes naturais

                                                                                                                                    

Infelizmente, hoje ao ligar a TV para acompanhar o noticiário ou em qualquer  horário ouvimos falar da enchentes ocorridas  nas regiões Sul e Sudeste do  país causadas pelas fortes chuvas de verão. São centenas de vidas  perdidas, famílias desabrigadas, riscos de acidentes e doenças que se alastram Brasil a fora e nos sentimos impossibilitados ante a tanta desgraça, sem ter o que fazer para aliviar a dor daqueles que estão sendo afetados diretamente por essas tragédias. Daí surge a pergunta: Por que tanta tragédia acontecendo pelo mundo? No inicio de cada ano parece piorar a situação que vemos cada vez mais perto de nos e agora conosco. Não é mais na Tailândia, Haiti ou em algum país qualquer, dessa vez é aqui. É no Brasil, não veio do mar em forma de tsunamis nem do chão com seus terremotos e sim do céu. Chuvas de verão estão caindo e infelizmente matando pessoas.
Temos acompanhado as noticias e volta e meia surge o questionamento da responsabilidade de tais conseqüências. É possível apontar um culpado por tudo de mal que a chuvas têm causado? Alguns advogados convidados por emissoras de TV condenam o Estado o responsabilizando pelas perdas ocorridas em meio a esse caos. “Deveria se investir em infra-estrutura”.  “Deveria  se planejar melhor a urbanização”. “Deveria se controlar melhor as construções em áreas de risco”. Deveria... Deveria... Deveria... E nos países onde ocorreram recentemente tsunamis, terremotos, tufões, etc. o que deveriam ter feito? Podemos culpar alguém pelos danos causados em catástrofes naturais?
Pessoas estão morrendo e percebemos que nada se pode fazer para evitar, pelo fato  de não se poder prever quando virá a próxima catástrofe. Como se já não bastasse a violência, a irresponsabilidade no transito, as epidemias de doenças. Estamos lidando com algo que não podemos prever e nem podemos evitar. A fúria da natureza. Temos ouvidos diversas explicações  sobre esses fatos, o mais conhecido é  a do aquecimento global e os responsáveis por isso todos nos sabemos quem são, se é que nos reconhecemos como responsáveis. Temos derrubado as florestas, temos lançado na atmosfera toneladas de gases tóxicos, temos usado insanamente a água potável do planeta e poluímos tudo  o quanto passamos por perto.
Já está mais que explicado que  nossas ações têm afetado de forma substancial a clima  do planeta a cada ano que passa temos visto a resposta que  a Terra nos dá (e aqui não estou falando de vingança  e sim de consequência) tentando nos alertar que estamos nos destruindo em nome  de um avanço que em vez de melhorar a vida das pessoas tem feito com que elas morram pagando  pelo mal que não fizeram. Em 1999, ainda cursando e ensino médio, lembro-me de ter assistido na escola o filme Matrix, que na época foi um sucesso, apresentando imagens impressionantes de lutas,  tiros, perseguições, salvamentos etc. porém, um dialogo bem tranquilo me chamou a atenção, em que  o Agente Smith   explica para o Sr. Anderson (Neo) o comportamento do ser humano e sua relação com a natureza comparando-a a um vírus do computador que se aloja em determinado local se apropria dele  para sua sobrevivência e em conseqüência o destrói, eliminando também a sim mesmo, ele segue com sua tese com outra metáfora indicando também para o comportamento do câncer que se comporta da mesma maneira e conclui exclamando que  a raça humana é o câncer do planeta.
Nosso corpo tem seus mecanismos de defesa para lidar com determinadas doenças, porem, existem aquelas que não consegue dar conta  e  o câncer é  exemplo dessas tais. Pensado na Terra como um organismo vivo, percebemos que  ela se refaz de alguns episódios, como explica a ciência com relação  à extinção dos dinossauros (colocando a hipótese do cometa como fato) e se renova, achando um meio de manter-se viva, porem concordando com o pensamento do Agente Smith, um câncer não seria uma doença tão facil de se tratar e alguns deles são intrataveis, podendo  apenas usar paleativos para se evitar a dor enquanto o efermo aguarda pela morte. E me surgiu a questão: Não seria esse o problema do planeta?
A caso, estaria a Terra tentado de forma desesperada, todavia em vão, evitar seu fim lutando contra uma doença que a tem consumido  e a destruido? Não seria essas catastrofes climaticas uma tentativa de se opor ao crescimento dessa enfermidade que se alojou na Terra e tem se alastrado? Estimativas indicam que em 2010 a população mundial alcançou  o patamar de sete bilhoes de pessoas. Uma quantidade da qual  o planeta não têm dado conta de suprir  suas necessidades mais básica de alimentação. 
Sei que estou sendo frio ao analizar essa situação. Em meio a tanta  tragédia e morte apresento aqui um posicionamento na tentativa  de  tentar encontrar uma justificativa para a resposta da Terra (Isso, se forem mesmos essas catastrofes climaticas uma resposta planetaria à ação humana.) às agressões que tem sofrido . Nesse caso, não haveria um culpado, senão todos nós. E toda e qualquer proposta de solução ou medidas prévias que deveriam (Lembra dos  “deveriam” do inicio?) ter sidos tomadas, pouco adiantaria para evitar as consequencias ocorridas. Não isentado as responsabilidades do Estado para com aqueles que perderam tudo e aos que perderam suas vidas.
Quero me solidarizar com aqueles que perderam seus entes e aqueles que estão desabrigados, sinto tristeza pela situação que vejo pela televisão, que outrora eram em outros países e agora, aqui no Brasil. Não estou tentado culpar ninguem, se é que tem algum culpado nisso tudo, mas a ideia  da Terra estar apresentando respostas àquilo que tem sofrido é algo a se considerar...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A noite

Escureceu o céu,
não há mais luz intensa, não há mais calor.

O silêncio impressiona,
os pássaros desapareceram,
exceto os de canto sombrio.

Uma imensa sombra nos envolve.
projetada por uma luz ausente,
a escuridão nos esconde de tudo e todos

Momento de lágrimas
uma angustia sufocante
invade a alma

As dores são intensas
as tristezas são profundas
os segundos são eternos

O som das árvores ao vento
quebra o silêncio e assusta

O vôo das aves noturnas nos
lembra que somos observados

Mas também se vê beleza,
nos astros que enfeitam não somente o céu, mas,
os olhos dos corações singelos que os apreciam

As horas calmamente passam
as lágrimas temporariamente secam
e a angustia se afasta

O dia vem chegando
O céu vai clareando
E a vida prosseguindo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

TALVES ME SURPREENDA

Seja imprevisível, faça algo que não se espera.
Diga o que jamais foi dito, mostre-me o que desconheço.

Tente me fazer sentir espantado com algo que seja
realmente espantoso.

Mecha naquilo que está intacto, transforme o imutável.

Faça com que o grandioso pareça simples,
Não seja normal

Quebre as regras.

Não se limite a fazer o impossível, ultrapasse
as barreiras e vença o invencível

Preocupe-se com o banal,
aborreça-se com a agradável,
ame o odiável.

Despreze o valoroso e busque o descartável.

Seja tudo o que quiser não ser
faça tudo que não quizer fazer.
Queira.

Contemple o invisível , ignore o grandiosoe e brinque com o sério
Entenda o inexplicável, explique o incompressível .

Adivinhe o que acontecerá no dia mais pacato que existir .

Volte ao início da história para viver um momento feliz.

Tente não ser igual,
enfrente o mais forte, fale mais alto, e até diga  "nunca". por que não?

Busque não encontrar nada , encontre aquilo que busca

Faça acontecer algo inacreditável,
novo ,extraordinário.

E talves me surpreenda.