sábado, 17 de dezembro de 2011

Uma reflexão sobre pessoas


Seria desnecessário começar dizendo que vivemos na era do descartável porque isso todo mundo já notou, ou pelo menos, já se adaptou, mesmo que não tenha percebido. Somos uma geração extremamente consumista e pouco apegada a aquilo que consumimos. Embora busquemos as coisas que julgamos  valiosas, não deixamos de nos usufruir daquelas que pouco valor têm. Afinal, precisamos delas e depois de usá-las, se não  precisarmos mais,  jogamos fora.
São produtos fabricados para se tornarem lixo. Embora tenham muitíssima utilidade e sejam até indispensáveis a nós, sabemos que não nos satisfarão por muito tempo e logo nos desfaremos deles, mesmo porque são sempre  coisas baratas mesmo e assim que precisarmos outra vez, não será difícil encontrar alguma outra´que os substitua.
Todo mundo usa os descartáveis, ( poderia citar uma série de produtos) já não podemos viver sem eles, fato estranhamente curioso, já que estamos a todo instante nos desfazendo deles, jogando-os fora. O Porquê disso? Porque facilmente teremos outro produto similar assim que surgir a necessidade.
O triste é que as pessoas assimilaram tanto essa ideia do descartável que já não  fazem isso somente com produtos, mas também com outras pessoas. Isso tem ocorrido em todo tipo de relação. Amores, amizades, sociedades têm durado cada vez menos. É como se fossem produzidas para rapidamente se tornarem lixo, numa espécie de obsolência programada.
Mas, o ser humano se torna obsoleto?
Infelizmente, para muita gente a resposta é sim. Para essas pessoas o outro não passa de um produto, que por um momento tem alguma serventia, porém é facilmente descartável quando cumprida sua obrigação. Passa a não servir mais e torna-se incômoda, ocupa espaço que  poderia estar  sendo ocupado por outro. Torna-se lixo.
Que bom que a modernidade veio para facilitar nossas vidas. Que ruim que ela transformou muitos de nós em seres incompreensíveis, avarentos, orgulhosos, arrogantes, presunçosos. É muito ruim mesmo porque as pessoas da atualidade têm em sua essência a indiferença   para com as demais. Fizeram-se desumanizados e vêem todos assim, não como  pessoas, mas sim como produtos com data de validade  preestabelecida.
As pessoas têm sentimentos, emoções e deveriam ser tratadas com o mínimo de dignidade e respeito. Não pelo que já fizeram ou  o que nos poderão fazer, mas porque são pessoas, têm coração e se machucam quando são agredidas com palavras grosseiras ou simplesmente a indiferença e ingratidão daqueles por quem se fez muito.
Não quero expor aqui expectativas de que um dia vai mudar essa situação porque sinceramente não acredito nisso. Comportamentos com esses fazem parte de uma cultura incutida e propagada como se fosse a coisa certa a fazer e desde cedo as pessoas os aprendem. Porém, quero manter minha consciência firme na convicção de que isso é um erro. Não quero aprender a ser assim e não quero estar por perto de pessoas assim. Não quero descartá-las jamais, mas manter certa distância, às vezes faz bem, para não acabar me adaptando, achando que isso é normal. Quero ser pessoa e conviver com elas, sem desfazer de ninguém por que cedo ou tarde sempre precisaremos um dos outros, e como diz as sagradas escrituras, só colheremos coisas boas se plantarmos o bem.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Afinal, que nome têm os dedos dos pés!?

O assunto que irei tratar agora é um pensamento que tive há tempos e já comentei várias vezes com amigos e colegas que sempre acham graça, mas insistem em perguntar como posso parar e perder tempo pensando sobre tal besteira. Que besteira seria essa? Os dedos dos pés.

Há quem diga que evolução do ser humano deu um grande salto a partir da utilização de um dedo, por isso é inegável seu valor, porém, o honrado dedo que nos fez seres distintos não está nos pés e sim na mão, o polegar. O fato do homem ter começado a andar equilibrando-se sobre os dois pés não tem tanta importância quanto ao fato de usarmos o polegar para segurar uma pedra. Dá pra imaginar!?

Pois então, nossos dedos superiores, sempre a vista, os quais, usamos para trabalhar, para escrever, para criar as  artes das mais admiradas pelo homem, como são os casos da música, da pintura, da culinária e tantas outras, foram lembrados e homenageados em música. "Todos os dedos, onde estão? Aqui estão. Eles se saúdam e se vão". (Ah...Lembre-se que esse "todos os dedos" não se referem aos dedos de pés)

Já repararam que os dedos das mão possuem dois nomes? olha lá se não forem três, pois certamente terão um nome científico que assumo desconhecer. Mas então, nosso honrados dedos superiores, além do nome oficialmente dado pela ciência possuem duas nomeclaturas, uma mais formal que é a seguinte POLEGAR, INDICADOR, MÉDIO, ANELAR e MÍNIMO e têm um nome mais popular não é? ou vai dizer que nunca ouviu nem falou deles chamando-os de MATA-PIOLHO,  FURA-BOLO, MAIOR-DE-TODOS, MEU-VIZINHO e DEDINHO MINDINHO ?

Todos conhecem esses nomes e desde criança aprenderam a utilizá-los, seja na forma mais formal (Uns nomezinhos chatos, né?) ou na mais popular (Essa sim, divertida e referentes às função que eles podem executar). Mas lembra que o que me proponho a tratar aqui não são sobre os dedos da mãos e sim, os dos pés? Pois então, agora eu pergunto. Alguém sabe dizer quais seriam os nomes dos inferiores ( e inferiorizados) e esquecidos dedos dos pés???

Há quem vai responder, e eu sei qual será a resposta. Quero chamar a atenção para um fato extraordinário. Todos nós utilizamos nomes para apenas dois dedos do pé. Leia e confirme... DEDÃODEDINHO, se é que podemos dizer que isso seja  nome.

Perceba uma coisa, apenas os dedos das extremidades do pé ganharam nome ( nomezinhos esdrúxulos, por sinal), e mesmo assim nomes que referem-se ao tamanho e tenho a certeza de que foram lembrado simplesmente porque tudo o que possa acontecer aos dedos dos pés ( e saiba que será sempre coisa ruim) será em um desses dois dedos: ou no dedão ou no dedinho. Repare o pé de uma criança e veja quais são seus dedos machucado.

Os outros dedos do pé são lembrados? Claro que sim, mas por não terem nomes próprios serão sempre referido conforme sua posição em relação ao dedos  das extremidade. ( "O dedo do lado do DEDÃO". Esse dedo do lado do DEDINHO", ou o quase nunca mencionado dedo do meio)

Agora pergunto, os dedos dos pés poderiam ter os mesmos nomes dos dedos da mão?


Vamos pensar no polegar. Poderíamos chamá-lo de mata-piolho? O único que eu já vi matar piolhos utilizando os pés foi o Chapolim Colorado. Não sei se mais alguém conseguiria tal façanha, e como ele é chamado de DEDÃO é como se fosse o MAIOR-DE-TODOS, que na mão é o dedo de meio (o médio)  e que no pé não é o maior, mas também não é o menor ( isso faria dele o médio, mas em cada pé a proporção dos dedos mudam, notem isso).

O dedo vizinho ao dedão jamais poderia ser chamado de FURA-BOLO, pelo menos é o que eu acho. Indicador? Talvez. Mas pense alguém lhe perguntando um endereço e você ao responder indicar o caminho utilizando e dedo do pé.( não quero nem imaginar usar esse dedo para mexer no bolo) Não dá, né? MEU-VIZINHO eu nem digo nada, já que os três dedos ''sem nomes" assumem essa função porque têm seus nomes relacionados às posições que ocupam, isto é, vizinhos de quem são. Muito triste para o dedo de meio porque com seus vizinhos não têm nomes ele jamais seria encontrado.

Pensando e discutindo sobre o tema, me veio a curiosidade, seria mesmo possível esses dedos não terem nomes? Resolvi procurar até encontrar resposta. Posso dizer que foi uma incessante busca quase em vão, até que um dia, sem estar pensando no assunto, navegava pela internet até que avistei um link que tratava sobre o assunto. Seria o fim desse dilema tão perturbador. Entrei e comecei a ler...


Afirmo pra quem quiser saber. Os dedos dos pés têm nome, e agora eu sei, e agora eu posso dizer. A começar do dedão e seguindo até o dedinho aprenda seus nomes: Primeiro pododactilo, Segundo pododactilo, terceiro pododactilo, quarto pododactilo e quinto pododactilo. 
É possível imaginar o tamanho da minha decepção ante esses nomes. Eles têm o mesmo nome e é apenas uma classificação ordinal é o que os diferenciam. Mas o pior ainda está por vir. O próprio site trazia a informação do  significado da palavra "pododactilo". Veja a preciosa informação (Pododactilo é sinónimo de "dedo do pé".) Dãããããaãã!!!!

É possível? Minha frustração foi do tanho da minha indignação, os nomes dos dedos não dizem nada, afinal qualquer um sabe que os dedos que estão no pé são "dedos dos pés".

Daí lembrei que o dicionário, por ser o auxiliador das pessoas que ignoram algumas palavras e recorrem a ele buscando significado  foi chamado (e ainda é, pode conferir lendo ele mesmo.) de pai-dos-burros. Depois da resposta obtida sobre esse tema tão angustiante e a  cara de bobo que fiquei depois de finalmente encontrar a resposta, cheguei a uma só conclusão: Se o dicionário que nos ajuda tanto e o pai dos burros, a internet, com toda certeza, é a mãe.


Para quem quizer conferir, eis o site. não sei se é importante dizer que é um site de Portugal. Rsrsrsrsr!!!
http://www.portais.ws/?page=art_det&ida=4412        CONFIRA VOCÊ MESMO

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

VIVER BUSCANDO

Todos os dias, ao me levantar,  percebo uma nova oportunidade de viver melhor 
e compreender o mundo que me cerca.
Todas as circunstâncias que podem me acontecer, encaro-as de frente 
atribuindo-lhes os valores necessários, sem desesperar-me.
Procuro me enxergar como maior [ não que as pessoas] e sim que as adversidades.


Descobri em mim uma curiosidade que até então desconhecia , tenho um 
conceito de busca , não que me falte algo , mas buscando, a gente descobre 
que o mundo nos condiciona a levar a vida  não apenas de uma só maneira. Existem outras possibilidades.



Obstáculos, é claro, nunca faltarão principalmente àqueles que buscam e 
que realmente vivem, mas e cada um dos nossos saltos  nos fazem voar, e lá do alto é que se pode contemplar de um ponto de vista diferente , o quanto é bom viver ! 
É,,,Viver! Viver todas as circunstâncias, problemas, adversidades, obstáculos e 
vitórias.



Num momento  todas as vitórias se transformarão em uma só , e então 
perceberemos o quanto é bom viver buscando,

o quanto é bom BUSCAR VIVER .

sábado, 29 de outubro de 2011

Meu momento **

Sentado no chão, olhando pro céu. 
O dia já vai e outra noite vem,
será, haverá um amanhã?


O tempo que foi não mais voltará.
As chances que tive e não quis agarrar
jamais voltarão pra mim.


O melhor de tudo isso, o que se deve fazer
é aproveitar a vida, não deixar de viver...


Esse é o tempo, o meu momento,
trago comigo a certeza do agora.
Esse é o tempo, o meu momento
há uma vida lá fora que não vai me esperar


Há tempo pra tudo debaixo do céu
pra cada ocasião acontecer.
o tempo que chega será de vencer.


As decepções ficaram pra trás
o sol, ao se por, consigo as levou
e quando voltar me trará esperança.


O melhor de tudo isso, o que se deve saber.
"enquanto o mundo gira a vida acontece"
**canção de 2005

sábado, 8 de outubro de 2011

Uma verdade incoviniente

Nós, seres humanos, dotados de inteligência e capazes de realizar tudo aquilo que a cabeça imaginar e o coração desejar temos na nossa maior riqueza a capacidade de nos comunicar como o outro, transmintir para sua cabeça aquilo que está dentro da nossa. Mas o que é comunicar? Para que? Para quem?

 Um grande problema nessa comunicação é que queremos dizer aquilo que pensamos mas na maioria das vezes não queremos ouvir o que o outro tem a dizer. quem nunca viu ( ou fora consigo mesmo ) duas pessoas dialogando e notavelmente disputando para ter o momento de fala, pouco importando em ouvir? Talvez exista uma necessidade de nos fazermos ouvir, mas se todos quizerem satisfazê-la quem será o ouvinte já que esse também  estará buscando saciar-se também dessa necessidade?

Demostramos disfarçadamente um interesse em saber como o outro está, porém, não damos muita atenção quando ele se põe a nos dizer suas "tagarelices". Quer ver como isso é verdade? Quem nunca se irritou o já ouviu alguém se queixando de, ao cumprimentar alguém com o bom e velho "como vai?", a pessoa começar a expor suas preocupações e problemas, como se também não tivéssemos os nossos? Quando cumprimentamos alguém com a tal pergunta, na verdade, não estamos interessados em ouví-la, perguntamos por conviniência. 

E foi sobre  a conviniência que estive pensando. Quantas coisas não fazemos por ela, e não pelas pessoas? Favores, gentileza, agradecimentos e até pedidos de desculpas. Tantas coisas que fazemos para nós mesmos, para nos facilitar as relações interpessoais, fazemos ao outro, porém, para suprir uma necessidade nossa como se fosse obrigação dos demais nos atender em troca de um simples gesto de simpatia.

Pensamos pouco no outro, a nossa vida já nos custa muito para dispersamos atenção com alguém que não seja a gente mesmo. O outro serve apenas para me ouvir, saber o que penso, serve para ser um ouvinte naquilo que pensei e preciso compartilhar...Afinal, que me serviria ter minhas ideias sem ninguém para saber? É claro que este tem a obrigação de concordar comigo, se não, também não tem serventia alguma.

Vivemos num tempo em que as pessoas, como disse Cristo, são amantes de si mesmos. Só o "Eu" tem valor, apenas o "Eu" tem algo importante a dizer, somente o "Eu" tem questões realmente dignas de ser ouvida, os outros servem apenas de plateia, expectadores para aquilo que [Eu] faço e penso.

Minha preocupação é quando essa ideologia alcançar cem por cento das pessoas. Sinceramente não sei se seria mais um passo da evolução ou se nos tornaremos animais, já que será impossível a comunicação. estamos nos tornando tão inteligentes que num momento teremos tanta coisa para compartilhar que só teremos tempo para expor tal conhecimento e nunca para ouvir ninguém, o diálogo deixará de existir, restando apenas espaço para o monólogo, mas como se fará se todos terão o direito exclusivo de fala?

O melhor é ficar calado, pois não tenho resposta pra isso, se alguém tiver, grite ao mundo. Tente dizer. Talvez encontre alguem  pronto a ouvir.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fico imaginando Deus!


    O professor é uma pessoa amada pelas crianças, difícil uma criança que não goste de seu mestre. É como se para ela o professor fosse o grande herói do espaço escolar, afinal, é ele quem ela esperar encontrar quando sai de casa em direção à escola, sem ele a magia do aprender não seria possível e para todo e qualquer problema será ele quem terá a solução.
Numa tarde de trabalho em que o Sol fazia questão de se mostrar notável no céu meus alunos estavam no recreio e eu quis usar daquele momento para recostar na cadeira para descansar um pouco, mas não conseguia mais que um minuto de sossego porque a todo instante um deles aparecia na janela para apresentar uma queixa em relação à atitude de algum colega. Ora, era um empurrão, ora, um xingamento, outro dizia que alguém pegara sua borracha, depois era a menina que tinha dado um tapa em alguém ou o coleguinha que  lhe jogara água, entre outras coisas normais num recreio de escola.
Naquela hora, já exausto de tanta reclamação, me pus a pensar como seria Deus, já que Ele ouve tanta coisa de nós que a todo o momento sem muito das vezes sequer notar expressamos o bom e velho chavão “Oh meu Deus!”  
Será se Deus não se cansa de tanta bobagem nossa que não faz  sentido nenhum estarmos preocupados e que vamos logo invocando Seu nome pedindo o auxílio Divino para algo tão insignificante? Às vezes, como crianças!
Uma aula tem duração de quatro horas, o recreio, trinta minutos e quase não suportei tanta reclamação. Deus é eterno e desde a decisão de criar o ser humano convive com isso. É muita paciência. Pensamos muitas vezes em Deus como um professor, aquele por quem aprenderemos a nos portar na vida, porém sem nos julgarmos prontos para resolver certas situações, daí a necessidade de sempre estar recorrendo a Ele para resolver.
Ainda bem que Ele não se importa com isso, mas posso dizer que as poucas reclamações das crianças já seriam suficientes para estressar qualquer pessoa (talvez até o Próprio Deus). Pensando nisso cheguei a uma conclusão, antes de importunar a Deus sobre qualquer assunto, vou procurar me lembrar das crianças no recreio. Seria ótimo dar um descanso pra Ele de vez em quando.             

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O PÃO AUMENTOU!

Dia desses ao chegar na padaria e pedir o valor de sempre em pão o atendente exclama:
- O pão aumentou!
Noticia boa! Levaria para casa pães maiores!
É claro que não cairia nunca nessa ilusão, soube ali do contrário, levaria pão a menos pra casa.
O preço aumentou, meu pão diminuiu...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Coração de criança


Brinquei muito quando criança, de todas as brincadeiras que se  possa imaginar. Corri, pulei, joguei, chutei, me molhei e tantos outros “eis” que animavam minhas tardes e faziam da minha infância um estagio feliz de minha vida. Amigos, tive vários (alguns até hoje os tenho) e sem eles muito das brincadeiras não seriam possíveis, aliás, na maiorias das vezes tudo que precisávamos pra começar as brincadeiras era justamente os amigos, os brinquedos eram dispensáveis sempre que tínhamos a oportunidade de correr, gritar, pular, voar, imaginar junto aos amigos.
Naquela época (década de 90) os brinquedos eletro-eletrônicos ainda eram novidade e raríssimos dado ao universo que fazíamos parte, brinquei de videogame também, mas, o que gostávamos mesmo era da boa e velha bola de futebol que dividia atenção com bolinhas de gude, pião, ioiô. Pipas, carrinhos e outros (me  lembro que alguns garotos brincavam com pneus velhos e “brinquedos inventados” feito com garrafas de água sanitária e latas de óleo.) e embora não tivéssemos todo o arsenal de brinquedos modernos que vejo hoje percebo que naquela época as brincadeiras eram mais vivas. Exemplo disso são as bolinhas de gude. Não dá para contar a quantidade de brincadeiras que se pode fazer com elas. Posso citar algumas como palmo e telo; Sete, catorze, vinte e um;  barca, caçapa         e tantas outras que aproximavam a crianças umas das outras.
Posso afirmar que daquele tempo não há uma só criança que nunca tenha brincado de carrinho de rolimã. É claro que quem tinha uma rua asfaltada por perto  (coisa que não era tão normal) curtia mais a brincadeira. Tínhamos brincadeiras       que bastava simplesmente correr, perseguir os outros capturá-lo com três palmadas na cabeça. Coisas simples que de tão divertidas se estendiam até  a noite e muitas vezes por causa isso geravam em castigo das mães como tomar banho gelado, quando não, uma surra, mas valia a pena.
Escrevo sobre isso porque observando as crianças brincando hoje percebo que elas precisam de muitas coisas para poder se divertir e o que é pior, quase sempre com poucos amigos à volta. Brincam pouco e quando brincam poluem suas cabeças com idéias violentas e discriminatórias egocêntricas em jogos eletrônicos  que recriam o mundo numa realidade adversa e hostil. Ante tudo isso eu me pergunto. Existe diversão nas brincadeiras de hoje? Sinceramente não sei dizer a resposta.
Crianças não mudam, são sempre crianças. Os adultos mudam e transformam também o mundo e o mundo que eles apresentam as crianças de hoje é o que me preocupa. Me lembro da minha infância com momentos bons porque vivíamos como crianças com um só objetivo, diversão. Tínhamos coração de criança, coisa que se tem perdido cada vez mais cedo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Relações

Dia desses numa conversa com um amigo, fui surpreendido com a seguinte pergunta: você prefere trabalhar com gente ou com animal ? Percebi uma vaga  surpresa em sua fisionomia quando minha resposta se remetia às pessoas e embora aceitasse minha opção, ele fez questão de expor que preferia ocupar-se com os animais que, segundo ele, dariam menos trabalho.  
Não foi a primeira vez que ouvi essa questão, tão pouco, a resposta em opção aos animais, porem dessa vez o assunto me incomodou à reflexão. Me fez pensar em como o ser humano enxerga a si mesmo. Como um  ser que dá muito “trabalho” . E porque dão muito trabalho? Por que somos seres diferentes (argumento que se comprova dado a divergência entre minha opinião a de meu amigo). Por isso é tão difícil( e há quem diga impossível) agradar a um grupo inteiro de pessoas. Sempre haverá aquele que pensa diferente, que acha que algo poderia ser melhor, ou que está perfeito demais. Haverá quem concorde  e fazer algo, mas com a ressalva de que se fosse sua a decisão, faria de outra forma e também haverá os que por não concordarem irão se esquivar das tarefas para nas as fazer. Assim, nos seres humanos somos todos diferentes.
O trabalho com animais seria mais fácil. Uma vaca jamais discordaria em produzir seu leite à opção de se produzir já o queijo, iogurte ou outro laticínio. Umas mais, outras menos, mas todas produzem leite. No pasto são todas iguais, comem do mesmo capim. Nenhuma se recusa a alimentar-se pelo fato de em outro pasto a grama estar mais verde. Enfim, se você souber lidar com uma, saberá lidar com todas.
Com as pessoas não é bem assim. Entender o comportamento de um individuo não anos habilita a entender os demais. Pra dizer a verdade, não habilita sequer a entendê-lo totalmente, devido a circunstâncias diversas que ocorram e que podem mudar sua maneira de agir . As pessoas não se comportam da mesma maneira sempre. Somos diferentes de nos mesmos quando nosso humor é afetado, quando acordamos “num dia ruim”, temos uma conta pra pagar ou uma aprova pra fazer, quando é nosso aniversario, quando é segunda feira, etc. São diversas as razões que alteram nosso comportamento.
Agora imagine só, se uma pessoa pode ser tão difícil  de entender , o que se pode dizer de um grupo!? Realmente não é fácil. Mas, existe “relação” ao se trabalhar com uma vaca? Acaso, irá um dia a vaca  se desculpar por não estar um dia bom e pedir que a deixe por um dia sem a obrigação de fornecer o leite?
É muito fácil de trabalhar com animais  porque eles são obedientes. As vezes acontece de um ou outro “empacar”, fazer algo inesperado, mas normalmente eles fazem o que queremos sem questionar. Mesmo porque o que queremos deles é o que já é de sua natureza fazer. Com as pessoas não é assim. Elas questionam, têm opiniões diferentes das nossas, se recusam, fazem de forma diferente da que queríamos. DÃO TRABALHO!
Seria esse o X da questão? Quem acha que pessoas dão trabalho é porque as querem tratar como animais, querem privar-lhes de suas vontades e opiniões, querem empurrar o “capim” goela a baixo e lhes tirar o leite sem que elas tenham sequer o direito de expressaram suas convicções, as querem dominar sem dar vazão a qualquer tipo de manifestação ou reação. Dessa forma, de fato, as pessoas dão trabalho. Ainda bem!
Pessoas que preferem animais a outras pessoas são porque não sabem lidar com outros e consigo mesmos. Acha mais fácil estar só do  que com alguém. È mais fácil para elas se abrirem com um animal porque seu silencio será tomado por aprovação. Quem já experimentou desabafar-se com um ser inanimado sabe do que estou dizendo. É desabafar-se consigo mesmo justificando suas ações.
Lidar com outros pode não ser fácil, mas é satisfatório, porque nos ensina a lidar com a gente mesmo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A MENTE NÃO PÁRA

Parar pra pensar,
Pensar em continuar,
Continuar pensando
Em nunca parar.

Pensar  em  agir,
Parar de pensar,
Não mais parado
Agir  sem pensar.

Pensar em parar
Ou continuar?
Parar de agir
Pra  pensar.

Parado pensando
Continuo agindo,
Agindo parado
Pensando em continuar.

Continuo parado
pensando  em agir.
Continuo agindo
 pensando   parado.

Continuar?
Parar?
Agir?
Pensar!
Continuo agindo pensando.
Continuo  pensando.
Parado...



Digamos que seja um trava-mente

sábado, 5 de março de 2011

vida e fim



A vida passa, me disseram.
Tudo morre, eu ouvi.
E logo vi um fim para todo o início
como se tudo  iniciasse com
o único propósito de um dia terminar.

A vida passa e com elas todos passamos.
 No momento em que vivemos não nos
 lembramos de seu início, tampouco, pensamos em seu fim.
Acompanhamo-la sem perguntar para onde ir.

A vida, ao passar, nos leva junto a ela
 para o lugar do fim.
A seu próprio tempo e ritmo, passa.
Sem perceber, passamos também,
a seu próprio tempo e ritmo,
para o lugar do fim . . .

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CANÇÃO DE UMA VIDA FELIZ

Vamos brincar lá fora, a chuva passou.
Vamos deitar na grama, o Sol já voltou.
Vamos contar estórias de espantos, de amor.
Vamos guardar na memória todo aquilo que foi bom...


Vamos fazer amizades que venham permanecer.
Vamos visitar cidades, outras gentes conhecer.
Vamos abrir a porta para quem aqui chegar.
Vamos ser o que importa, todo o resto deixar pra lá...

Vamos escrever na areia o meu nome com o seu.
Vamos por os pés na agua, foi você quem mereceu.
Vamos passear a noite, ver uma estrela brilhar.
Vamos rumo ao horizonte esperar o Sol chegar...

Vamos viver o hoje e esperar o amanhã.
Vamos fazer novos planos todo dia de manhã.
Vamos esquecer os momentos tristes que nos fez chorar.
Vamos celebrar o momento com um sorriso no olhar...

Vamos ajudar alguém, alegrar um coração.
Vamos buscar as repostas pra os males, solução
Vamos mostrar ao mundo que o que vale é o Amor.
Vamos falar de Deus por onde a gente for...