sábado, 29 de outubro de 2011

Meu momento **

Sentado no chão, olhando pro céu. 
O dia já vai e outra noite vem,
será, haverá um amanhã?


O tempo que foi não mais voltará.
As chances que tive e não quis agarrar
jamais voltarão pra mim.


O melhor de tudo isso, o que se deve fazer
é aproveitar a vida, não deixar de viver...


Esse é o tempo, o meu momento,
trago comigo a certeza do agora.
Esse é o tempo, o meu momento
há uma vida lá fora que não vai me esperar


Há tempo pra tudo debaixo do céu
pra cada ocasião acontecer.
o tempo que chega será de vencer.


As decepções ficaram pra trás
o sol, ao se por, consigo as levou
e quando voltar me trará esperança.


O melhor de tudo isso, o que se deve saber.
"enquanto o mundo gira a vida acontece"
**canção de 2005

sábado, 8 de outubro de 2011

Uma verdade incoviniente

Nós, seres humanos, dotados de inteligência e capazes de realizar tudo aquilo que a cabeça imaginar e o coração desejar temos na nossa maior riqueza a capacidade de nos comunicar como o outro, transmintir para sua cabeça aquilo que está dentro da nossa. Mas o que é comunicar? Para que? Para quem?

 Um grande problema nessa comunicação é que queremos dizer aquilo que pensamos mas na maioria das vezes não queremos ouvir o que o outro tem a dizer. quem nunca viu ( ou fora consigo mesmo ) duas pessoas dialogando e notavelmente disputando para ter o momento de fala, pouco importando em ouvir? Talvez exista uma necessidade de nos fazermos ouvir, mas se todos quizerem satisfazê-la quem será o ouvinte já que esse também  estará buscando saciar-se também dessa necessidade?

Demostramos disfarçadamente um interesse em saber como o outro está, porém, não damos muita atenção quando ele se põe a nos dizer suas "tagarelices". Quer ver como isso é verdade? Quem nunca se irritou o já ouviu alguém se queixando de, ao cumprimentar alguém com o bom e velho "como vai?", a pessoa começar a expor suas preocupações e problemas, como se também não tivéssemos os nossos? Quando cumprimentamos alguém com a tal pergunta, na verdade, não estamos interessados em ouví-la, perguntamos por conviniência. 

E foi sobre  a conviniência que estive pensando. Quantas coisas não fazemos por ela, e não pelas pessoas? Favores, gentileza, agradecimentos e até pedidos de desculpas. Tantas coisas que fazemos para nós mesmos, para nos facilitar as relações interpessoais, fazemos ao outro, porém, para suprir uma necessidade nossa como se fosse obrigação dos demais nos atender em troca de um simples gesto de simpatia.

Pensamos pouco no outro, a nossa vida já nos custa muito para dispersamos atenção com alguém que não seja a gente mesmo. O outro serve apenas para me ouvir, saber o que penso, serve para ser um ouvinte naquilo que pensei e preciso compartilhar...Afinal, que me serviria ter minhas ideias sem ninguém para saber? É claro que este tem a obrigação de concordar comigo, se não, também não tem serventia alguma.

Vivemos num tempo em que as pessoas, como disse Cristo, são amantes de si mesmos. Só o "Eu" tem valor, apenas o "Eu" tem algo importante a dizer, somente o "Eu" tem questões realmente dignas de ser ouvida, os outros servem apenas de plateia, expectadores para aquilo que [Eu] faço e penso.

Minha preocupação é quando essa ideologia alcançar cem por cento das pessoas. Sinceramente não sei se seria mais um passo da evolução ou se nos tornaremos animais, já que será impossível a comunicação. estamos nos tornando tão inteligentes que num momento teremos tanta coisa para compartilhar que só teremos tempo para expor tal conhecimento e nunca para ouvir ninguém, o diálogo deixará de existir, restando apenas espaço para o monólogo, mas como se fará se todos terão o direito exclusivo de fala?

O melhor é ficar calado, pois não tenho resposta pra isso, se alguém tiver, grite ao mundo. Tente dizer. Talvez encontre alguem  pronto a ouvir.