quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

'Des' valor de um Professor

Quem nunca ouviu (ou falou) ? "o professor é o profissional mais importante de uma nação".
Sem ele outra profissão não haveria. Então porque tanta desvalorização para com ele? Se supormos que valorização seja apenas no quesito financeiro duas são as possíveis respostas.

Primeiro... Aqui no Brasil, os primeiros educadores foram os padres jesuítas, os quais tinham a missão de canonizar os índios e ensiná-los a língua portuguesa. O que isso tem haver? Simples... vem dai a concepção que a docência acima de profissão, é um ministério divino e a satisfação pelo bom serviço prestado é  pagamento mais que suficiente para o missionário que exerce seu dom.

Segundo... vivemos num país capitalista onde a lei da oferta e da procura determina os valores a serem cobrados pelas mercadorias e também a serem pagos pela mão de obra e serviços. Ou seja, Uma profissão em que há um número alto de profissionais na praça o valor de seus serviços há de ser baixo.

Por essas razões, durante muito tempo, a profissão era exclusiva às mulheres que cumprindo uma missão quase que 'materna' se dispunham a ensinar as pobres crianças da comunidade recebendo por isso, valores mínimos, isso quando não trabalhavam de graça tendo como pagamento apenas a admiração e reconhecimento comunitário num sentimento de gratidão pela 'professorinha'.

Mesmo nos dias atuais não é difícil encontrar quem veja o magistério não como profissão, mas como talento natural ou dom divinal... Em outras palavras, os estudos de formação, capacitação e aperfeiçoamento pouco importa, será bom professor aquele que nasceu com esse dom.

Resultado disso é que a docência tornou-se numa prática valorizada nos discursos demagógicos e esquecida sociologicamente. Professores se desgastam de tanto estudar e de tanto trabalhar para no fim do mês terem o direito de comer.

A luta por valorização profissional ficou fadada ao insucesso, pelo fato de o status de profissão ser confundido com missão divina. 

Hoje, a luta é ainda pior. Num tempo em que a religiosidade é vista como comportamento supersticioso de pessoas sem instrução. A própria admiração para com o "ministro divino do ensino" se extinguiu. 

E o que sobrou? Apenas a desvalorização.

Professores são os grandes responsáveis pela ineficiência da Educação Institucional. Todos reclamam do governo quando os corredores dos hospitais se lotam sem atendimento. Todos reclamam do Estado quando a violência se torna incontrolável pelas ruas da cidade. Todos reclamam da ESCOLA quando os rendimentos dos alunos não são o esperado. 

O profissional da Saúde precisa de boa condição para trabalhar. O profissional da Segurança publica, mais ainda, porém o professor não. Este só precisa ter fé em Deus e determinação de que vai dar tudo certo. 

O Médico estudou anos e anos...
O policial precisa sempre estar se reciclando...
O professor... Ah! Esse é um coitado que todos têm pena. Admiram por sua paciência ao lidar com "aquele tanto de menino" sem enlouquecer. Tal admiração acaba quando as notas de seus filhos são baixas. Agora o professor é o vilão.

Todo aluno é apto para o conhecimento, se ele não aprende, o professor que é despreparado. Todo aluno é um ser em formação, se é grosseiro e mal educado é porque o professor não descobriu uma maneira de entendê-lo e ajudá-lo. De alguma forma, todo fracasso existente no contexto educacional será de responsabilidade dos professores despreparados, desatualizados, descompromissados e outros tantos 'des'

Apenas um 'des' não incomoda a sociedade quando se diz dos professores... 
Valor? para que atribuir isso aos professores? Se não dão conta do recado, existem milhares deles no mercado. Um contingente enormes saindo do forno prontinhos,  isto é, saindo dos cursos de formação novinhos em folha para darem continuidade ao serviço. Aliás, para que mesmo esses cursos? Bons professores não caem do céu?








terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Oração

Em minha oração sei que podes me ouvir
O meu  coração sente Tua presença aqui
Doce comunhão, alegria de sentir
Que Está bem perto
Sinto Sua presença junto a mim

Sua voz então faz meu coração vibrar
Sinto a Sua mão com amor me acalentar
Com joelho ao chão posso me aproximar
E chegar bem perto
Sinto Sua presença ao Orar

Sua Voz posso ouvir
Teu abraço sentir
Sem reservas, me abrir
Lágrimas nos olhos
Brilham em meu rosto a sorrir

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Afinal para que serve a experiência? Na verdade, o que é experiência?

É claro que todos querem e precisam ser 'experimentados' para um dia poder dizer que tem experiência. Mas daí a dizer que ela pouco vale ou mesmo nada, soa mais irresponsabilidade do que inteligência. Entre um piloto com 10. 000 hrs de voo e outro com apenas simulações, é evidente que eu e você escolheria [...] 

Vão me dizer que o primeiro piloto teve também um dia o seu primeiro voo. Verdade. Verifica-se naturalmente que este primeiro piloto seja mais velho que aquele e que um dia o  segundo também terá suas dez mil hrs no ar, mas no momento dizer que ambos estão em pé de igualdade não faz sentido. O fato do jovem piloto ter estudado não o torna igual ao outro. Não estou dizendo que este derrubaria o avião, enquanto que aquele não. Depois de alçado o voo o destino é sempre uma incógnita.  

A mesma alegoria serve para um professor em sala de aula? Claro que não! O risco ao assumir uma turma escolar é bem menor (infelizmente, hoje não se pode dizer que não haja risco algum), porém, dado a experiência do professor de 10.000 hrs, a possibilidade de seus resultados serem alcançados mais 'facilmente' e com melhores rendimentos também é maior. Hoje, se confunde tratamento igualitário, com direitos e/ou oportunidades iguais. Respeito igual, isso sim, deve ser sempre cobrado, buscado e conquistado.

Reconhecer o sacrifício e estudo do jovem piloto/professor não significa equipará-lo ao experiente. Tratá-los como fossem iguais seria desrespeitar o direito de quem já tem uma história, já percorreu parte da jornada, já se especializou em determinadas áreas. Ambos merecem o mesmo respeito, isto é, serem reconhecidos pelos  seus respectivos esforços.

Dizer que Dez mil horas de voo se equivalem a mil horas, seria desconsiderar nove mil horas de diferença existentes entre eles. Dizer que um professor de 10 anos de sala de aula se equipara ao professor de 1 ano seria desrespeitá-lo porque nove anos de sua vida profissional seria ignorada. 

Tratar com igualdade consiste também em respeitar as diferenças. 

Desconsiderar maior investimento de tempo, estudos, qualificação, empreendimento, esforço e acima de tudo, serviço, não é tratar com igualdade. É desrespeitar aquele que se preparou mais. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Canção no mar



Mas quem vem sobre o mar, pra me assustar?
Nunca vi alguém sobre águas caminhar.

Sou Jesus, teu amigo, e não há o que temer
podes ver, estou indo para perto de você.

Eu também, meu Senhor, quero me achegar a Ti,
me permitas, por favor, caminhar até ai.

Podes vir para Mim, Venha me encontrar
Ponha os pés sobre as águas, basta apenas confiar...

É tão bom meu Senhor a sensação de flutuar
já andei alguns passos, mas bravio está o mar
e me vejo afundando, ora, venha me ajudar
Dai, Senhor, Tua mão 
pra que eu possa segurar.

Éh...é pequena a tua fé e só podes conseguir 
se apenas estiver com o teu olhar em Mim...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Eu cá *

Eu cá fico a pensar
Em minha vida aqui
E neste meu lugar
Cidade onde eu cresci
Da escola a um campinho
Manhãs de frio, tardes calor
Pra roça bem cedinho
Andei em cima de trator

Eu cá fico a pensar
Num tempo que passou
E neste meu lugar
Que o tempo transformou
O qual cresceu também
E o mesmo já não é
Nos fins de tarde não sinto mais
Um cheirinho de café
Que ao torrar exalava o ar
O aroma da cidade
Que só de recordar me faz
Sentir felicidade

Você cresceu também
Enquanto eu crescia
Bem que ouvi dizer:
Que "és um marco no progresso da Bahia"
Progresso que levou
Sua simplicidade
Mas trouxe uma vida melhor
Aos moradores da cidade

Eu cá fico a pensar
Num tempo que não volta mais...
De crianças nas ruas a brincar
Até a noite e ser cedo demais
E as mães chamando no portão...
O fim da brincadeira
A infância assim passou então
Chegou segunda-feira

Você cresceu também
Enquanto eu crescia
Bem que ouvi dizer:
Que "és um marco no progresso da Bahia"
Progresso que levou
Sua simplicidade
Mas trouxe uma vida melhor
Aos moradores da cidade

Eu cá fico a pensar
Num futuro que há pra nós
De ver, feliz, raiar
Suas manhãs de sóis
Minha 'terra querida", te escolhi para morar
Tua história e minha vida não se podem separar


* Escrito em 2013

sábado, 7 de janeiro de 2017

Bahia

Iah-bá Bahia!
A que lugar iria?
Terra do Amado Jorge
E de Dorival Caymmi.

Iah-bá Bahia!
A que lugar iria?
Terra de danças alegres
E de culinária exótica

Tradições que vêm de além-mar
Um grande pedacinho de África
A cocada, o acarajé, o vatapá...
Capoeira e maculelê
Africa nasceu aqui, Bahia.
Antes mesmo de o Brasil nascer.

Iah-bá Bahia!
A que lugar iria?
Terra de vários relevos
E vegetações distintas

Da caatinga a floresta tropical
Descendo a serra dá na praia
Da chapada diamantina para o mar
Os seus rios e vales posso ver
O Brasil nasceu em ti, Bahia
Fostes o berço pra o Brasil nascer.