segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Marianas e Marianes

Fim de semana agitado em todo país... Menos pra mim. Muito embora, presente e de certa forma participante dessa agitação, reconheço que aplicador de provas por duas tardes inteiras é um tanto estressante porque não se pode fazer nada e mesmo falar, se pode pouco, porém isso me deu a oportunidade de fazer das coisas que mais gosto: observar e pensar. E tudo o que ocorria, me fez refletir sobre o significado de tudo aquilo, o famoso e tão comentado Exame Nacional do Ensino Médio. 
Como professor que sou, faz parte de minha rotina avaliar, porém ao contrário do que muitos pensam, os avaliados não são apenas os alunos já que o resultado de seus estudos dependem de como as informações lhes foram compartilhadas e isso coloca o docente também nessa grade de avaliação dividindo responsabilidades ao fim da tal avaliação e no resultado obtido.
 Pra que serve a escola? A maioria das pessoas não pensa muito nessa pergunta, embora não hesite em citar sua importância na vida de qualquer pessoa e da sociedade como um todo. Se prestarmos atenção, será fácil perceber que os poucos estudantes  que se atrevem a externalizar essa pergunta e são justamente aqueles que não gostam de estudar, talvez os que não vêem significado para a escola, porém não é do espaço que eles reclamam e sim dos métodos. Difícil alguém não gostar da escola. E para a pergunta lançada a resposta de quase cem por cento das pessoas será: A escola nos prepara para a vida. 
Diante dessa perspectiva já podemos citar uma falha. As crianças são matriculadas nas creches por volta dos dois anos de idade e na escola em si, pelos cinco anos, então a preparação para vida estaria atrasada já que a vida nesse momento já está acontecendo. Temos então uma preparação, se não atrasada, feita às pressas, tumultuada já com a própria vida. Uma espécie de intensivo preparatório para algo que ocorre paralelo àquilo que se estuda. A preparação para vida deveria ser oferecida antes de a vida começar, talvez uma ação intra-uterina. A escola deveria ser então não em turma e sim individual, salvo os gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos etc. De forma que quando viéssemos ao mundo em si, já teríamos noção de tudo, já que a preparação fora feita durante nove meses para que quando nascêssemos fôssemos capazes (capacitados) de agir no mundo graças aos métodos de ensino e aprendizagem de nossa tão eficiente escola. Entendem o que estou a dizer? Percebem  onde quero chegar?
O que dizia nos três parágrafos acima (reconheço que não de forma clara) é que existe uma falha na visão que temos da escola e de sua significância. Se dissermos que a escola tem função de preparar os alunos para a vida, estaremos então dizendo que aquilo que escola oferece é para ser utilizado no futuro. Ou seja, passamos nossa infância, adolescência e início da vida adulta dentro de salas de aulas nos preparando para o que já está a nossa volta desde a nossa primeira inspiração. É claro que nascemos incapazes. Ninguém nasce já pronto para viver e a escola é o lugar onde teremos a maioria das informações essenciais para nosso convívio social, mas não podemos ficar presos a uma concepção de que nossa preparação é para o futuro. Nossa aprendizagem é para o agora ou pelo menos, deveria ser.
A escola nos compacta quando deveria nos fazer expandir. Seus métodos de transmissão do conhecimento e de avaliação não são os mesmos que ocorrem na vida cotidiana que sempre nos impulsionam para frente, porém, com a consciência que o momento realmente importante é o agora. Enquanto que a escola nos motiva a imaginar o futuro, mas seus conteúdos sempre nos remetem ao passado. Então chega o momento tão especial da Escola: a avaliação. Também chegam a nós, Provinha Brasil, Olimpíadas de Matemática, de Língua Portuguesa entre tantas outras, mas nenhuma tão importante quanto o ENEM.
Voltemos ao início da conversa: final de semana agitado, onde cinco milhões de jovens saíram de suas casas em direção às escolas para submeterem-se à avaliação principal da escola fundamental para verificarem se estão preparados para a vida. Enquanto aplicador, tive contato direto com 28 desses jovens (seriam 36, mas 8 se fizeram ausentes.) Um mar de Marianas e Marianes que para o sistema são todas iguais, organizadas   em ordem alfabética e diferenciadas apenas nos números de suas inscrições. Garotas ansiosas, preocupadas, concentradas, descontraídas, todas elas se acomodando nas carteiras desconfortáveis da escola, procurando a melhor posição para responderem as 90 questões do  importante exame. Duas tardes inteiras de um fim de semana às vésperas de um feriado e lá estavam elas para o exame que oportuniza possibilidades para o futuro. Algumas já no quinto Enem, outras no primeiro. E os olhos percorriam as linhas do cadernos de provas num silêncio incomum para uma escola, silencio esse que só era quebrado com o som das embalagens de chocolates, batatas, bolachas, salgadinhos, sucos, iogurtes, balas, pirulitos e água, muita água, numa tentativa de disfarçar o nervosismo e se impor frente as outras porque são motivadas pelo sistema a se reconhecerem ali como concorrentes. 
O que querem as Marianas e Marianes? Muito provável que  nem mesmo muitas delas saibam. Foram motivadas a pensar na grande importância desse processo como se esse fosse mesmo capaz de avaliá-las e classificá-las dentro de uma média colocando-as no patamar de preparadas para a vida. Mas que vida? Que preparação? E por que a necessidade de exames?  Já dizia a canção : "Vida, louca vida, vida breve já que não posso te levar que você me leve." As oportunidades são tantas e esse processo tem sido usado por faculdades, universidades, programas governamentais que oferecem a chance dessas jovens continuarem estudando. Ótimo. Que bom que a possibilidade de conhecimento é dada aos jovens e pelo fato de ficado nessa sala em específico, torço pelas Marianes e Marianas ( invertendo um pouco a ordem pra não parecer o governo, risos) que assistir. Torço também para que todas percebam o quanto a vida é valiosa. E o quanto é bom viver o agora, se preparando sim, mas não para o futuro, mas sempre para vida de todos os dias que não acontece dentro de salas escuras e pouco arejadas em cadeiras desconfortáveis e sim no  lado de fora, no mundo de fora e que a vida breve as leve para onde todas querem chegar... À felicidade.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Variações

De tudo o quanto poderia esperar
esperei.
Na verdade, acreditei...
Mas nem tudo nessa vida é verdade,
se faz realidade.
Há esperanças, expectativas e desejos
que poderiam ser.
Não foi.

De tudo quanto poderia investir
insvesti.
Na verdade, não imaginei...
Não sabia que nada na vida é certeza
ou preferi ignorar essa possibilidade.
E de muito que poderia ter sido
pouco foi.

De tudo o quanto poderia ser
fui.
Entendi que para ser, não precisa
necessariamante ser pra sempre
e acabou.
Tudo o que havia, foi naquele momento
o melhor que esperava e que investia.
De tudo o que havia
já não há
E de tudo o quanto era
hoje não é nada

Soneto didático

Não se pode escrever poesia
Ela não vem das mãos
E sim, do coração
Que pelas palavras, tem cortesia.

Se pode escrever poema
Com versos bem escritos
E vocábulos escolhidos
Feito como um teorema

A técnica compoe a arte
Construída cada parte
Em busca de um resultado

O encanto compoe beleza
Vislumbrando a leveza
Despertando o inusitado.

sábado, 13 de julho de 2013

Soneto Para Minha Mãe*

Eu tenho um tesouro em minha vida
Uma joia preciosa recebi
Bem mais bela que a esmeralda e o rubi
É a minha pedra rara tão querida

Em minha vida existe uma flor
A mais bela e perfumada do jardim
Que exala seu perfume sobre mim
E alegra o meu dia com sua cor

Nela tenho alegria, satisfação
Dela vem a infinita inspiração
Para os mais belos versos eu dizer

O brilho dessa pedra não se desfaz
No encanto dessa flor encontro paz
Mãe, minha flor, joia e amor é você.

*Escrito  e recitado para minha mãe em 12 de maio de 2013

Tempo Perdido


Sozinho em casa, com algumas tarefas a fazer mas sem nenhum entusiasmo, com o computador ligado, a página no Face, embora não estivesse teclando com ninguem nem postando nada ou mesmo lendo os post dos amigos, sem mais nem menos decido por ouvir musica, me lembro que tenho os albuns da Legião Urbana então decido por ouví-los. Escolho o DOIS e com o passar das músicas me dá uma certa revolta, raiva de ser brasileiro. Sou acometido por uma falta de esperança de que bandas como a Legião voltem a aparecer. Desesperança de que pessoas como o Renato Russo sejam ouvidas. Seria idiotice da minha parte pensar que não mais existem pessoas como ele. O problema é que ninguem os ouve e quando raramente o ouvem, riem e o ridicularizam. Aliás isso é o que o brasileiro sabe fazer de melhor: RIDICULARIZAR. Se eu baixar o volume do computador ouvirei da rua musicas das festas e dos carros passando, musicas essas que fazem qualquer pessoa ajuizada ter vontade de vomitar. Hoje, analfabetos pevertidos são chamados de artistas. Fazem suas músicas podres, vazias de ideias e cheias de rimas que nada dizem e outros tantos de pessoas os escutam e ainda fazem questão de mostrar a potencia de seus sons fazendo com que todos, mesmo os que não querem, ouçam a a zona que se tornou a música. Antes ouvia-se Legião e sentia-se revolta do governo, do sistema e nos sentíamos motivados a lutar. Hoje, ao ouvir Legião dá revolta por ser brasileiro e saber que nada pode ser feito pra melhorar o país, afinal TÁ TUDO PERDIDO e O tempo perdido hoje seria cantada diferente: Foi tempo perdido e envelhecemos.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Escrever o que? Tenho passado por dias de pouca reflexão.
Não que me faltem assuntos, mas não tenho me aprofundado em nenhum.
Tenho conversado bastante com amigos (conversas virtuais, a maioria) e talvéz por essa razão parei um pouco.
O ato de escrever é solitário. Mesmo sendo a grande parte de meus textos frutos de constantes discussões, me parece que essas últimas tem me servido apenas para o contato com colegas. O chamado jogar conversa fora.
Ainda bem que nunca me senti na responsabilidade de sempre ter algo a dizer. Quando sentir vontade/necessidade de escrever estarei aqui, mas por enquanto tenho lido, conversado, assistido alguns seriados de Tv. Tenho dado um descanso para minha mente. Mas não deixei de observar o mundo não. assim que algo me intrigar...

domingo, 10 de março de 2013

Pessoas únicas

Para minha amiga Luana
Nascer dia 29 de fevereiro é pra poucos. Tinha que ser com você. Porque você é assim, como poucos. Talvez, única.
Muitos adorariam ser chamados de únicos, mas não sabem como pessoas assim vivem. Não há como, vez ou outra, não deixar de sentir-se só porque todos os demais, os tão iguais, nunca conseguirão imaginar como é pensar sobre algo com uma sutileza única a ponto de quase sempre não ser compreendida. Não pelo fato de usar palavras difíceis porque a doçura de suas palavras é tocante aos ouvidos e também ao coração, porém são palavras incompreendidas porque saem de um coração e nem sempre encontram um outro pronto a escutá-las. As pessoas não valorizam mais palavras assim.
Pessoas únicas são felizes. Tudo bem! Elas conhecem bem a tristeza, mas sabem escolher a felicidade como companheira. Mesmo tendo que conviver com decepções, pessoas únicas perdoam porque não sabem guardar dentro de si sentimentos ruins.
Pessoas únicas, inevitavelmente, experimentam a solidão. Não aquela solidão de estar sozinha, porque seu jeito suave acaba por atrair multidões para perto, pessoas  que te admiram e te amam, porém, já dizia a canção que as pessoas não sabem mais amar de maneira genuína e ao chocarem com alguém como você, verdadeira, não sabem retribuir sentimentos verdadeiros.
Pessoas únicas muitas vezes não sabem o que sentir. Isso ocorre porque você precisa, aos poucos, modelar suas emoções e sentimentos de forma que estes reflitam quem você é na verdade. Para os demais é bem mais fácil porque eles sentem o que são motivados a sentir. Querem o que são programados a querer. Vivem a vida que os outros as impõe. Nesse ponto a dificuldade das pessoas únicas é uma bênção por  não seguirem a multidão de cegos. Trilham seu próprio caminho, que embora solitário, é o caminho que te leva às realizações.
Fico feliz por ter encontrado você pelo meu caminho. Encontrei uma amiga única que de tão especial não se pode parabenizar todo ano pelo aniversário, afinal, isso é para as pessoas normais. Por isso não te felicito pelo seu aniversario, eu te desejo a felicidade cotidiana e infinita e agradeço a Deus por sua existência.
Beijos e abraços desse teu amigo que é tão feliz porque encontrou em sua vida uma pessoa única pra chamar de amiga.
28 de fevereiro de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Desabafo para ninguém


Existe  certa canção diz "todo mundo cobra a minha luz" e parece que me escolheram a dedo para usarem essa filosofia. Nunca vi igual. Pessoas longes, pessoas perto, que me conhecem bem e que pouco me conhecem, os que gostam de mim, os que não gostam e o resto da turma toda. Imaginam um perfil sério, um exemplo a ser seguido e me enquadram dentro disso. Muitos achariam bom, afinal boa parte dessas pessoas diz me admirar, no entanto, acham no direito de questionar toda e qualquer escolha que faço, seja ela boa ou má. Alguém realmente escolheria algo ruim se soubesse no início que o fim seria doloroso? Alguém realmente acha que   fazemos escolhas que nos prejudicam com a consciência de que seremos penalizados? Pode ate ser que sim, mas geralmente o que buscamos são as coisas boas e por vezes nos enganamos. Jamais escolheria a dor, mas se ela de repente aparece o que há de se fazer? O que não entendo são as cobranças, acusações, Absolvições até, como se eu não tivesse o direito de errar nalgumas escolhas. Na verdade, gostaria de não errar. Gostaria de, às vezes, resolver não dar as chances que dou e acabo por reconhecer que foram desmerecidas. Gostaria de seguir as intuições que tenho, mas opto por acreditar no outro e depois percebo que estava certo daquilo que sentia, mas como teria certeza disso e simplesmente abrisse mão de relacionar com essas pessoas? Tudo bem que pessoas nos decepcionam, mas a culpa, imagino eu, que são delas e não minha, afinal, se não acreditasse em ninguém jamais seria decepcionado, porém, nunca viveria felicidade de se ter amigos e amores por perto. Se, por acaso, fiz más escolhas, entendo que consequências me seguirão por um tempo, mas vou olhar pra frente. Vou seguir em frente. Quanto àqueles que 'cobram minha luz' eu não tenho nada  a oferecer nesse momento. Decidi hoje que não vou me importar nem com minhas próprias cobranças. Verei o que o futuro  me reserva e o que eu reservo para o futuro, mas não vou me torturar mais com isso, afinal, o futuro ainda nem chegou.
 
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Histórias


Todos esperam de uma história um final feliz
Embora se tenha  momentos tristes
No coração da gente o que existe
É o desejo de viver tudo aquilo que se quis

Todos esperam de uma história um final surpreendente
Embora ela esteja previsível
No coração sempre é possível
A felicidade de repente

E as historias continuam iguais
Nada mudam em seus finais
Todas elas são assim

Essa é a triste realidade
E o que queríamos de verdade
É que elas não tivessem um fim 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Papeando

Tem dias em que nada temos a dizer. E o melhor a fazer nesses momentos é nos calar porque quando abrimos a boca corremos o risco de dizer besteira e como diz o ditado (me permitindo mudar um pouquinho) besteira dita nao volta atrás.
Sempre ouço pessoas dizendo ser autênticas por dizerem tudo o que pensam. Nunca achei isso algo sensato. Se dissesse tudo o que penso talves teria metade dos amigos que hoje tenho. Não por ser uma má pessoa, mas porque quando falamos demais, acabamos por dizer coisas de momento que nem mesmo pensamos realmente ser de determinda forma. Falamos por falar, emitindo opiniões que ainda não avaliamos o contexto como um todo e por isso são ideias que nem sempre defenderíamos o tempo todo.
Palavras têm poder e poder é algo muito perigoso.
É como ter em mãos uma arma. Seu manuseio é algo que requer equilibrio. Não se pode simplesmente sair atirando pra todo lado só porque se tem nas mãos uma ferramenta letal.
Há sentimentos que estão dentro de nós que antes precisam ser aprimorados para só depois serem partilhados. se assim não for, corremos o risco de falar demais e sermos mal compreendidos. Ao dizer nossas palavras estamos nos revelando quem somos e ficaremos conhecidos por aquilo que emitirmos. Se falamos algo sem a reflexão prévia corremos o risco de dizer algo que na verdade não é realmente o que acreditamos, mas se ouvirem tais posicionamentos de nossa boca, já era...Ficaremos rotulados eternamente por isso.
Falar demais é uma atitude arriscada e não é segredo que a sabedoria se encontra bem mais no silêncio do que na tagarelice. Falar demais nunca foi sinal de inteligência. Nossas palavras são apenas o resultado de nossos pensamentos, então é tolice falar sem pensar como também, falar tudo o que se pensa. A mente seria como um filtro para que pudéssemos decidir o que devemos despejar aos outros e o que devemos guardar para nós, de repente para um outro momento ou até mesmo esperar por um momento em que já tenhamos um posicionamento concreto sobre o fato que poderá, talvez, ser o oposto daquilo que se queira dizer no momento.


Tem dias em que nada temos a dizer. De repente, sejam esses dias, os melhores. Os dias em que não ofendemos ninguém. Dias em que não fazemos tolices. Dias em que não corremos o risco de sermos mal compreendidos. Dias em que somos sábios.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Para minha amiga Brenda!


A vida é um presente de Deus
mas seria vazia se não houvesse a amizade
e existem pessoas que valorizam ainda mais esse sentimento
e acabam por fazer valer mais a própria vida.
Independente da data, quero que você seja feliz.
Pois, aquele que sabe o real significado de viver,
não abre mão da amizade e faz questão de ter amigos por perto.
Hoje, em seu aniversário, quem ganha o melhor presente...
são aqueles que receberam a dádiva de serem amigos seus,
são os felizardos de fazerem parte do teu ciclo de amizade,
são os que têm o prazer de sua companhia,
são os que vivem a felicidade de poder compartilhar contigo um sorriso,
são os que Deus os preparou para te ouvir nos momentos difíceis,
São os que lutam e vencem contigo.
Enfim, os teus amigos.
Que felicidade fazer parte de sua vida!
Que satisfação ser teu amigo!
Desejo pra você, toda a felicidade que possa existir.
Desejo pra você, forças para buscar essa felicidade.
Desejo pra você que este sorriso em seu rosto nunca se apague.
Desejo pra você que os anos passem, mas que seu coração de criança permaneça a vida inteira.
Desejo para mim, ter sempre você do lado, pois você é do tipo único de pessoa que faz a amizade ganhar mais sentido.

Te desejo FELICIDADES hoje, amanhã e depois e depois, e depois e depois e depois...Sem nunca ter fim. Sem jamais perder esse coração de criança.
 

25 de Janeiro, 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

voar

Sempre tive a vontade de voar. Um sonho impossível. Há quem diga por ai que o impossível não existe. E então, será mesmo possível realizar o sonho de voar? Poderiam me dizer que este sonho já fora possibilitado com a invenção do avião, da asa delta, helicóptero ou mesmo o balão. Poderiam...
Mas não é sobre esse voar que estou a falar, digo voar como os pássaros. Encher os pulmões, abrir as asas e planar pelos ares como fôssemos livres e o ato de alçar voo, deixasse evidente a todos a alegria dessa inimaginável realização.
Os sonhos impossíveis não existem. No mundo onírico tudo é possível e permitido. Não existem leis físicas que possam impedir qualquer possibilidade, já que impossibilidades naturais deixam de existir.
Voar sem o auxílio de algum equipamento, para nós seres humanos, não é possível, a não ser que se esteja sonhando. Por isso o mais correto a afirmar seria sobre realidades impossíveis. Essas sim existem.
Fico a imaginar como deve ser a vida das aves. Com certeza, uma vida interessante. A visão dos pássaros é muito diferente da nossa. Enquanto enxergamos algo com nosso olhar nivelado ao objeto observado, as aves veem lá do alto. Têm toda perspectiva daquilo que se olha. Acredito que meu sonho de voar seja por essa razão. Da possibilidade de ver tudo o que ocorre de um ângulo que seja possível perceber toda a amplitude nós permitindo enxergar além.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pensamentos sobre vida

O que nos trouxe até aqui? Estou eu cá, aos 23 de janeiro do ano de 2013, sentado a frente do computador  a digitar pensamentos que me têm visitado a cabeça. Na verdade já tenho comigo algumas anotações ja escritas há algum tempo, na escola, enquanto dava aula às crianças numa escola que trabalho há pouco tempo.
Me lembrei de uma conversa que tive com uma amiga, pessoa sábia e com um instinto materno bem presente, que me fez em meio ao nosso diálogo me expressar sobre a historia da gente. Pensamentos que os guardava comigo, mas que queriam ganhar asas e voar pelos ares, chegar aos ouvidos alheios e multiplicar em outras cabeças. Pensamentos que, ao compartilhar com minha amiga Lu, acabou por multiplicar dentro da minha própria mente e que agora não consigo mais os conter, por isso agora os escrevo para que também, pelos olhos, possam se fazer conhecidos e encontrar morada com aqueles que comigo concordarem ou simplesmente incomodar os que não os aceitarem e assim seguirem adiante em busca de vida própria, reproduzindo-se e multiplicando na consciência  de todos o quanto me ouvirem ou lerem e de repente, os comentarem. Assim os pensamentos vão e assim a história vai...
A história vai, ela leva e traz. Trouxe-nos até aqui. Nesse momento em que escrevo, nesse momento em que você lê. (São distintos, porém, próximos. Não pelo curto espaço, mas porque nos une, desafiando distância e tempo.) Enfim, falando de pensamento, de história, de pessoas, distâncias, de tempo e entre tantas outras coisas, me ocorreu a seguinte questão: ( pra ser sincero, questões.)
Quando começa nossa história?
Onde ela começa?
Quem faz parte dela?
Até que ponto ela é exclusivamente nossa?
Em que medida nossa história se encontra com as historias de outras pessoas?
Nossa história tem um ponto final?
Não é atoa que disseram por ai que são as perguntas que movem o mundo. Questões como essas talvez não tenham respostas prontas. Talvez muitos se recusem até mesmo a perguntá-las por julgarem desnecessárias, mas quando trazidas à tona, nos fazem pensar a vida.
Tantas pessoas passam por nossas vidas e cada uma delas compõe o enredo de nossa história, assim como também fazemos na vida de outras pessoas.
E onde estão essas pessoas? Em que lugar e tempo elas se encontram? O comportamento que temos, bem como o caráter que ostentamos é constituído das experiências que temos enquanto criança e não se pode negar a forte contribuição de nossos pais a formação de nossa personalidade. Dessa forma, muitas das atitudes que tomamos na vida são determinadas por parâmetros que herdamos de nossas origens, que não se limita ao pai e a mãe. Eles foram também educados por seus pais (nossos avós) e herdaram traços de  caráter que acabaram por transmitir a nós. Então, se voltarmos mais no tempo, aos pais dos nossos avós e sucessivamente assim, não conseguiremos chegar ao princípio da formação da pessoa que somos.
 Assim também acontece(rá) com o futuro. Princípios e valores que recebemos dos nossos pais e que respeitamos certamente serão transmitidos aos nossos filhos e se eles assim pensarem, esses valores seguirão a um lugar e tempo que não pode ser determinado ou estabelecido. O que isso nos leva a pensar? É que as tais pessoas que dizemos “passar por nossas vidas” nem sempre acontece esse encontro de fato. O que impossibilita respostas definitivas às questões elencadas acima.
Dai a dificuldade para determinar um inicio ou mesmo um fim para a história de alguém porque sua contribuição permanece no decorrer do tempo, mesmo depois que não se esteja mais presente. A contribuição que cada pessoa deixa para o mundo é inestimável e impossível de se medir, seja ela para a vida de uma pessoa apenas ou para o mundo inteiro. O fato é que o ponto final da nossa história está longe de se encontrar porque não se sabe ao certo quando ela realmente termina. Imagine estabelecer um ponto final para a história de Einstein ou de Da Vinci, Galileu Galilei, Platão, Drummond e de tantos outros. E é de se pensar como conseguimos viver depois que essas pessoas deixaram esse mundo? Pessoas que marcaram para sempre a história de toda humanidade com suas invenções, descobertas, criações. Melhoraram o mundo, embelezaram a história de todos e num dado momento, partiram. Como conseguiremos suportar a ausência de Chico Anísio, de  Millôr Fernandes? Personalidades que animaram a  vida de uma multidão de gente e que agora não mais vivem entre nós.
Foram pessoas que se tornaram conhecidas pela contribuição que deram enquanto viveram e o legado que deixaram jamais será esquecido. Porém, há aqueles que seus nomes não correram o mundo, mas mesmo assim, suas marcas ainda ficarão. Assim, desconhecemos o fim e inicio da história de alguém, se é que existe. De certa forma, não há. É como se fôssemos eternos. Talvez tenha sido essa a ideia do criador, já que nos queria Sua imagem e semelhança.