Desce a ladeira, dobra esquina.
Atravessa
logo a frente pro outro lado da rua.
Segue adiante entre a direita.
Dá a volta no quarteirão
até
chegar num muro alto.
Passe pela cerejeira
plantada naquela calçada
Ande pela rua estreita
por quatro ou cinco casas
Rodeando uma cerca
do lado de um jardim
Onde há flores canteiras
Segue a rua até o fim
Passe a viela pra cortar caminho
Subindo a destino até
chegar a rua larga
Dobre a segunda rua apos a curva
Passando pelo parque
Onde tem um chafariz
E depois entre a primeira
rua dessa mesma
quadra
Onde há uma roseira
Uma estrada perfumada
Passe frente a uma porteira
de uma chácara azul
Em que as suas videiras
lembram fazendas do sul
Dê a volta ao campo de terra vermelha
Atrás da rua de pedra
que vai dar em uma praça
Passe frente a igreja de tijolos brancos
Entre a segunda a
esquerda,
Seguindo os postes de luz
Passe a ponte de madeira
Que atravessa o
riacho
E na rua derradeira . . .
Uma casa de muro baixo
Em frente há uma
amendoeira
Fazendo sobra no quintal
Este o meu paraíso
Eis o meu lar afinal