no infinito azul do céu há uma nuvenzinha.
Uma núvem solítária manchando de branco o azul imenso.
figuras procurando se alegrar.
Um carneirinho, um coellho. Não...Agora é uma mão suspensa no ar
sua palma não segura o azul tão grande.
A nuvenzinha transforma-se num cachorrinho mudo
que brinca, corre, pula e deita e em seu silêncio some.
Torna-se em um travesseiro de espuma
que não conforta cabeça alguma,
pensamento algum passa pela pela pequena nuvem branca.
Contemplo uma ave, parece-me um pombo.
Finalmente a núvem encontrou sua identidade, no céu,
a pombinha branca voa, sei que logo será alguma outra coisa.
Mas a noite chegou, o azul escureceu e as estrelas espantaram
do céu a solidão.
Não vejo mais a nuvenzinha que se foi, sozinha, ela se foi.