quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

voar

Sempre tive a vontade de voar. Um sonho impossível. Há quem diga por ai que o impossível não existe. E então, será mesmo possível realizar o sonho de voar? Poderiam me dizer que este sonho já fora possibilitado com a invenção do avião, da asa delta, helicóptero ou mesmo o balão. Poderiam...
Mas não é sobre esse voar que estou a falar, digo voar como os pássaros. Encher os pulmões, abrir as asas e planar pelos ares como fôssemos livres e o ato de alçar voo, deixasse evidente a todos a alegria dessa inimaginável realização.
Os sonhos impossíveis não existem. No mundo onírico tudo é possível e permitido. Não existem leis físicas que possam impedir qualquer possibilidade, já que impossibilidades naturais deixam de existir.
Voar sem o auxílio de algum equipamento, para nós seres humanos, não é possível, a não ser que se esteja sonhando. Por isso o mais correto a afirmar seria sobre realidades impossíveis. Essas sim existem.
Fico a imaginar como deve ser a vida das aves. Com certeza, uma vida interessante. A visão dos pássaros é muito diferente da nossa. Enquanto enxergamos algo com nosso olhar nivelado ao objeto observado, as aves veem lá do alto. Têm toda perspectiva daquilo que se olha. Acredito que meu sonho de voar seja por essa razão. Da possibilidade de ver tudo o que ocorre de um ângulo que seja possível perceber toda a amplitude nós permitindo enxergar além.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pensamentos sobre vida

O que nos trouxe até aqui? Estou eu cá, aos 23 de janeiro do ano de 2013, sentado a frente do computador  a digitar pensamentos que me têm visitado a cabeça. Na verdade já tenho comigo algumas anotações ja escritas há algum tempo, na escola, enquanto dava aula às crianças numa escola que trabalho há pouco tempo.
Me lembrei de uma conversa que tive com uma amiga, pessoa sábia e com um instinto materno bem presente, que me fez em meio ao nosso diálogo me expressar sobre a historia da gente. Pensamentos que os guardava comigo, mas que queriam ganhar asas e voar pelos ares, chegar aos ouvidos alheios e multiplicar em outras cabeças. Pensamentos que, ao compartilhar com minha amiga Lu, acabou por multiplicar dentro da minha própria mente e que agora não consigo mais os conter, por isso agora os escrevo para que também, pelos olhos, possam se fazer conhecidos e encontrar morada com aqueles que comigo concordarem ou simplesmente incomodar os que não os aceitarem e assim seguirem adiante em busca de vida própria, reproduzindo-se e multiplicando na consciência  de todos o quanto me ouvirem ou lerem e de repente, os comentarem. Assim os pensamentos vão e assim a história vai...
A história vai, ela leva e traz. Trouxe-nos até aqui. Nesse momento em que escrevo, nesse momento em que você lê. (São distintos, porém, próximos. Não pelo curto espaço, mas porque nos une, desafiando distância e tempo.) Enfim, falando de pensamento, de história, de pessoas, distâncias, de tempo e entre tantas outras coisas, me ocorreu a seguinte questão: ( pra ser sincero, questões.)
Quando começa nossa história?
Onde ela começa?
Quem faz parte dela?
Até que ponto ela é exclusivamente nossa?
Em que medida nossa história se encontra com as historias de outras pessoas?
Nossa história tem um ponto final?
Não é atoa que disseram por ai que são as perguntas que movem o mundo. Questões como essas talvez não tenham respostas prontas. Talvez muitos se recusem até mesmo a perguntá-las por julgarem desnecessárias, mas quando trazidas à tona, nos fazem pensar a vida.
Tantas pessoas passam por nossas vidas e cada uma delas compõe o enredo de nossa história, assim como também fazemos na vida de outras pessoas.
E onde estão essas pessoas? Em que lugar e tempo elas se encontram? O comportamento que temos, bem como o caráter que ostentamos é constituído das experiências que temos enquanto criança e não se pode negar a forte contribuição de nossos pais a formação de nossa personalidade. Dessa forma, muitas das atitudes que tomamos na vida são determinadas por parâmetros que herdamos de nossas origens, que não se limita ao pai e a mãe. Eles foram também educados por seus pais (nossos avós) e herdaram traços de  caráter que acabaram por transmitir a nós. Então, se voltarmos mais no tempo, aos pais dos nossos avós e sucessivamente assim, não conseguiremos chegar ao princípio da formação da pessoa que somos.
 Assim também acontece(rá) com o futuro. Princípios e valores que recebemos dos nossos pais e que respeitamos certamente serão transmitidos aos nossos filhos e se eles assim pensarem, esses valores seguirão a um lugar e tempo que não pode ser determinado ou estabelecido. O que isso nos leva a pensar? É que as tais pessoas que dizemos “passar por nossas vidas” nem sempre acontece esse encontro de fato. O que impossibilita respostas definitivas às questões elencadas acima.
Dai a dificuldade para determinar um inicio ou mesmo um fim para a história de alguém porque sua contribuição permanece no decorrer do tempo, mesmo depois que não se esteja mais presente. A contribuição que cada pessoa deixa para o mundo é inestimável e impossível de se medir, seja ela para a vida de uma pessoa apenas ou para o mundo inteiro. O fato é que o ponto final da nossa história está longe de se encontrar porque não se sabe ao certo quando ela realmente termina. Imagine estabelecer um ponto final para a história de Einstein ou de Da Vinci, Galileu Galilei, Platão, Drummond e de tantos outros. E é de se pensar como conseguimos viver depois que essas pessoas deixaram esse mundo? Pessoas que marcaram para sempre a história de toda humanidade com suas invenções, descobertas, criações. Melhoraram o mundo, embelezaram a história de todos e num dado momento, partiram. Como conseguiremos suportar a ausência de Chico Anísio, de  Millôr Fernandes? Personalidades que animaram a  vida de uma multidão de gente e que agora não mais vivem entre nós.
Foram pessoas que se tornaram conhecidas pela contribuição que deram enquanto viveram e o legado que deixaram jamais será esquecido. Porém, há aqueles que seus nomes não correram o mundo, mas mesmo assim, suas marcas ainda ficarão. Assim, desconhecemos o fim e inicio da história de alguém, se é que existe. De certa forma, não há. É como se fôssemos eternos. Talvez tenha sido essa a ideia do criador, já que nos queria Sua imagem e semelhança.