quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Introspecção nº2

Seu olhar Permanecia fixo, embora não compreendesse ao certo  cena que contemplava. Na verdade, nada chamava sua atenção porque tudo tão depressa ficava para trás. Como se estivesse desligado do mundo, ( e na verdade estava ) não percebia nada o que ocorria a sua volta. Aquelas pessoas nãos lhes eram ninguém. Era como se a vida estivesse pausada naquele instante. Pensamento algum passava pela sua cabeça enquanto olhava pela janela do trem.




sábado, 18 de outubro de 2014

cores

Olhou para céu. Lá estava o arco íris refletindo  beleza, brincando na azul. Cá embaixo, as flores enfeitavam o dia contrastado as espécies e formas numa harmonia sem igual. No fundo do mar a vida movimentava-se com multidões de cardumes brilhantes passeando entre pedras, corais e demais formas marítimas. Lembrou-se de ter lido que no universo, as galaxias, estrelas, nebulosas, planetas, cada um deles, tem sua característica peculiar de mostrar beleza. Mas uma coisa era igual em tudo aquilo. As cores. No mundo tudo o que vive e há se revela aos olhos num apelo afetivo a sua cor ou mesmo seu conjunto de cores. Foi isso que atraiu a sua atenção. Pegou seus lápis e começou a desenhar... a colorir a vida.

domingo, 12 de outubro de 2014

Gerações

A garotinha passou horas conversando com o seu avô. Gerações se comunicando numa troca de sabedorias. O velho dizia de tempos idos e da vida. A menina dizia de sonhos futuros e também da vida. Ninguém tinha a ambição de mostrar mais conhecimento do que o outro. O diálogo fluía naturalmente como se cada um tivesse uma fonte inesgotável de experiências. A criança se encantava com as histórias que ouvia e encantava com as estórias que contava. O avô aprendia com sua netinha de imaginação fértil e lembrou-se dos tempos de menino cujas fantasias lhe impulsionaram a viver a felicidade.

sábado, 11 de outubro de 2014

Diferente...

Era um dia como outro qualquer, mas diferente em tudo. Passou pelos mesmos lugares, conversou com as mesmas pessoas e realizou as mesmas tarefas, mas diferente em tudo. Como sempre, regou o seu jardim, tirou a poeiras dos móveis, abriu as cortinas para a luz entrar e sentia em tudo a diferença. Seguiu sua rotina como fosse liturgia e via o dia passar também comum, mas diferente em tudo. O que haveria de incomum naquela quarta-feira em que tudo estava exatamente igual, mas algo dentro de si o incomodava como que estando fora do lugar? Talvez a diferença não estivesse no que contemplava ou fazia. Estava do lado de dentro. Na sua forma de ver a vida. Naquele dia, abriu as janelas da alma e deixou a luz entrar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

No céu

A tarde ia se findando com um calor de leve e um ventinho
agradável. As crianças, aparentemente, não tinham nada pra fazer, mas a distração de que precisavam estava bem ali diante dos olhos. Olhar para as nuvens. As milhares de formas encantavam os olhos que viam no céu, cachorros, leões, ovelhas, ursos, coelhos, Faisões, camelos... Uma fauna imensa suspensa no ar e cada um dos olhos via um bicho diferente porém todos sentiam a mesma emoção. Como é bom ser criança! Elas reconhecem mais facilmente os presentes dos céus.

domingo, 5 de outubro de 2014

A vida me é inteira e não pela metade. 
Porque me bastaria em partes? 
Devo também ser inteiro sem nunca me repartir. 
Vivê-la de forma intensa no intento de retribuir...
Jamais aceitar em incompleto e assim nunca oferecer 
aquilo o que me foi dado e tudo o que eu possa querer. 
E se o tudo me for impossível, o nada terei de bom grado.
E isso será mais intenso do que simplesmente pedaços. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Lindo dia

Distraiu-se olhando a chuva. Embora muitos tenham os dias chuvosos como ruins, viu  naqueles pingos que caiam uma paisagem animadora. Nas poças que se formavam no chão parecia haver dança das águas que caiam e, felizes, saltitavam. Na folhagem das árvores, pareciam cristais de gelo que resplandeciam em brilho. Nos telhados, soavam como música ritmada e tranquila que até desperta sono em alguns ouvidos quando a escutam. Logo pela manhã abriu a janela e viu o branco céu e água a cair, pensou: Que lindo dia! 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estrelas

Então ele soprou o dente-de-leão que se desfez e espalhou-se pelo ar. Num dia azul, aquilo foi belo. Eram como brancas estrelas brilhando em pleno dia. A felicidade também brilhou no rosto do menino. No quarto dia, após Deus criar as estrelas, sorriu... Agora o menino sorria, pois acabara de criar também as suas próprias... De onde veio seu instinto criador? De Deus que vive dentro do menino.