Para uns poucos é remédio
Para muitos é veneno
O tornar-se mais ameno
A amargura, a dor e o tédio
Sentimento que conforta
Mas, que muitas vezes cega
Quando, a realidade, nega
E a razão então aborta
À tragédia anunciada
Como fosse pouco ou nada
Se espera por bonança
A negar então o destino
Não se nota o desatino
Que se chama esperança