sexta-feira, 23 de março de 2012

NUVEM

Há uma núvem no céu,
no infinito azul do céu há uma nuvenzinha.
Uma núvem solítária manchando de branco o azul imenso.

A núvem se  modifica. Suas formas pintam no infinito,
figuras procurando se alegrar.

Um carneirinho, um coellho. Não...Agora é uma mão suspensa no ar
sua palma não segura o azul tão grande.
A nuvenzinha transforma-se num cachorrinho mudo
que brinca, corre, pula e deita e em seu silêncio some.

Torna-se em um travesseiro de espuma
que não conforta cabeça alguma,
pensamento algum passa pela pela pequena nuvem branca.

Contemplo uma ave, parece-me um pombo.
Finalmente a núvem encontrou sua identidade, no céu,
a pombinha branca voa, sei que logo será alguma outra coisa.
Mas a noite chegou, o azul escureceu e as estrelas espantaram
do céu a solidão.

Não vejo mais a nuvenzinha que se foi, sozinha, ela se foi.

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