quinta-feira, 31 de maio de 2012

VOCÊ

Você é uma palavra minha. somente minha. Mesmo porque foi feita exclusivamente para mim.
Se alguém a diz, ouço como se não houvesse mais ninguém digno de você.
Se eu  a digo, você ouve como se aos seus ouvidos soasse como um eu.
Ninguém, além de mim,  reclamou o direito sobre você. Eu fui o primeiro.
E como você sempre prefere o eu, não preciso dividir você com ninguém, nem mesmo com você.
Mas o eu, por incrível que pareça você quer. Então eu também é seu, mesmo sendo meu.
O eu, eu divido com você, mas  você eu não divido com ninguém.
Se alguém, que não sou eu, diz você, mesmo não sendo para mim ainda assim percebo você e reconheço-a como minha.
Confesso  que não gosto e se me atrevo a questionar é bem possível eu ouvir:
“Não estou falando com você!”
Isso me chateia, mas saio vitorioso porque assim se terá deixado de  ter falado  com você, por mim.
O que gosto mesmo é quando estamos  somente você e eu.
Eu digo você que se reconhece como eu e você assim me chama  e eu a ouço da mesma forma.
É como se quando estivéssemos  juntos você e eu transformássemos num só. Nesse momento só  existe nós .

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