Era um dia como outro qualquer, mas diferente em tudo. Passou pelos mesmos lugares, conversou com as
mesmas pessoas e realizou as mesmas tarefas, mas diferente em tudo. Como sempre, regou o seu
jardim, tirou a poeiras dos móveis, abriu as cortinas para a luz entrar e
sentia em tudo a diferença. Seguiu sua rotina como fosse liturgia e via o dia
passar também comum, mas diferente em tudo. O que haveria de incomum naquela
quarta-feira em que tudo estava exatamente igual, mas algo dentro de si o
incomodava como que estando fora do lugar? Talvez a diferença não estivesse no
que contemplava ou fazia. Estava do lado de dentro. Na sua forma de ver a vida.
Naquele dia, abriu as janelas da alma e deixou a luz entrar.

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