Amor
não se explica. Claro que essa afirmação não é nenhuma epifania assim como o
amor também não é... Não se explica porque também não se entende. Sua força e
sua delicadeza, sua capacidade de fazer sorrir e chorar, a calma ou a angustia
que provoca. São tantas as emoções que ele traz a tona que se constata a
veracidade do primeiro verso.
Dizem
tanto do amor que acabam por fazê-lo pouco reconhecido. Isso porque sua
essência é demasiado pura e as palavras não dão conta de descrevê-lo, chegando
até a afastar alguns de sua expressão mais próxima à nossa compreensão. Não são
palavras que o vão definir, mas são as ações que o demonstram. Amor não é moeda
de troca. Não se ama alguém para ser por esse alguém retribuído. Tampouco se
escolhe amar somente os que nos retribuirão. Amor acontece... É semente que
brota onde encontra fertilidade para tal. É possível também sufocá-lo, mas ele
entende, ele perdoa e continua em sua simplicidade a esperar o bem de quem o
machucou.
Difícil
escondê-lo, mas ele sabe viver em silêncio. Dentre tantas coisas, o amor sabe
permanecer... Sabe viver. Sabe esperar e sabe o momento de aquietar, de parar
de sonhar.
Amor
não morre, dizem por ai. Isso é verdade, mas amor muda de ideia. Se
refaz... Abre janelas para novos horizontes. Nunca se dá por vencido, quando
desfalece chora, mas as lágrimas que caem, lavam a casa para novos hóspedes, sopra para longe a poeira e abre espaço para o novo.
Amor
é combustível para a vida, é receita para a felicidade, é o objetivo a ser
buscado. É o vínculo da perfeição. É divino... É a essência do próprio Deus e quem
não ama não O conhece por Deus é amor todo amor vem dEle.
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